Estudo dirigido
Laércio, 36 anos, cobrador de ônibus, morador do Itapoã, casado com Joana, 2 filhos de 8 e 11 anos.
baercio, os anos, Cor de cachaca e cerveja" desde os 11 anos, tendo adquirido este "costume" com a família. Em exames periódicos no trabalho, realizados há 4 meses, foi evidenciada "alteração no figado", que lhe disseram decorrer da ingesta alcóolica. Nesta época, se sentia culpado com seus hábitos, especialmente porque começava a beber logo pela manhã "para diminuir a ressaca". Apesar de sempre ter se irritado com as críticas da esposa e de duas irmãs sobre sua forma de beber, as alterações clínicas o assustaram e ele passou a preocupar-se com o consumo de álcool.
Procurou a UBS próxima à sua casa, onde foi atendido pelo Dr. Gino, MFC de quem gostou muito.
Laércio relata que Gino solicitou alguns exames e fez um "testinho rápido de perguntas", que deu um
"resultado alto", significando que ele deveria diminuir ou parar de beber. Chegando em casa, ele conversou com a esposa, que ficou feliz por ele ter decidido parar de beber. Joana falou que ele cada vez estava bebendo mais e que as crianças já comentavam seu comportamento agressivo e sem paciência, além da situação que fora detido pela polícia por estar dirigindo embriagado, havia cerca de 3 anos.
Laércio interrompeu o uso no mesmo dia, jogou todas as bebidas que havia em casa fora e avisou alguns colegas, na companhia de quem frequentava um boteco diariamente, que "sumiria" por um tempo.
Porém, ficou "impressionado" quando percebeu que não conseguia parar de beber: na primeira noite ficou nervoso, com insônia, agitado e muito entristecido. Teve tremores pela manhã, uma sensação de mal-estar ao longo de todo dia, não conseguiu trabalhar adequadamente, sempre com um forte desejo de beber, tendo chegado a ficar agressivo com a família quando eles tentaram impedi-lo de ir ao bar ao final da tarde.
Laércio voltou a beber logo no final do dia, melhorou do nervosismo e dos sintomas e não retornou à UBS conforme combinado com dr. Gino. Apesar de se sentir culpado pela forma como bebia, ausentando-se de casa a maioria das noites, entendia que "ficar sem beber era mais problema que solução. Ao longo das semanas seguintes, porém, seus sintomas clínicos pioraram, chegando a vomitar sangue. Ficou com medo e procurou novamente a Unidade. Como o médico estava de férias, ele conversou com a enfermeira
Débora, que lhe acolheu e marcou uma consulta com outra médica o quanto antes, até o retorno do dr. Gino.
Após a discussão do caso, reflitam (não é necessário escrever):
6) A proibição do uso de álcool seria uma medida eficiente para diminuir os problemas de saúde
decorrentes de seu uso? O Brasil deveria proibir o uso de álcool? Por quê?