Aspectos gerais
- Alterações da fala e linguagem são as mais frequentes no desenvolvimento infantil (19-20%)
- Indicador útil para avaliar o desenvolvimento global da criança
Caso Clínico: Dr, meu filho tem 1,5 anos e não fala, minha tia disse que é normal e ele deve ser preguiçosinho para falar, é isso mesmo?
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Causas: por que uma criança não fala?
- Fase do desenvolvimento:
- Crianças de 1,5 ano já devem falar, deveria ter atingido esse marco do desenvolvimento?
- Se deixou de falar, além das doenças neurológicas, investigar aspectos psicoemocionais
- Desenvolvimento normal da comunicação e altera padrão: lembrar de aspectos psicoemocionais
- Ausência de fala, investigar causa neurológica e auditiva
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Aparelho fonador: som fundamental que permite articular as palavras - problemas nessa região não inibem a fala, mas a organização dessa fala
- Articulação: estruturas do palato e língua
- Ressonância: laringe e faringe que ressoam o som
- Fonação
- Respiração
- Fluxo de ar emitido e vibração das cordas vocais

- Qualidade da voz
- Disfonia – rouquidão, nódulo de prega vocal
- Dislalia – órgão fonador – ceceio
- Disartria – articulação da fala, espasmódica, lesão neural
- Disfasia – organização cortical (alteração na compreensão das palavras)
- Afasia – não reconhece palavra como símbolo

- Fisiologia da audição
- Estruturas do aparelho fonador não limitam que a pessoa desenvolva bem a linguagem e a compressão
- Importância da audição: por meio dela começamos a repetir os padrões escutados, com desenvolvimento adequado da linguagem
- Estruturas auriculares:
- Orelha externa: pavilhão auricular e conduto auditivo externo
- Orelha média
- Orelha interna
- Relembrando a fisiologia:
- Som é uma onda de pressão que, quando chega ao pavilhão auricular, vibra a membrana do tímpano, que é transmitida pela cadeia ossicular até a região da cóclea. Na cóclea há um movimento dos líquidos, com estímulo de regiões específicas de acordo com a frequência do som
- Base da cóclea: codificados sons mais agudos
- Ápice da cóclea: decodificação de sons mais graves
- Toda a região é recoberta por células ciliadas de dois tipos (interna e externa) - tonotopia: distribuição das frequências ao longo da região da cóclea
- Conexões neurais da células internas e externas se unem para formar o nervo auditivo (um dos filetes do NC VIII que realiza as primeiras conexões nos núcleos cocleares)
- Conforme sobe pela via auditiva existe troca de informações entre os lados, mostrando a importância da audição bineural, até chegar na região cortical
- Conforme alcançamos estruturas mais elaboradas nessa via: o som que era onda de pressão, decodificada a partir da sua frequência na região coclear, vai perdendo suas características físicas e ganhando significado - código linguístico, com palavras com significado

- Desenvolvimento auditivo
- Inicia na gestação e ocorre até puberdade
- Processamento auditivo central
- Consegue fazer a distinção de diferentes sons simultâneos
- Implante coclear
- Janela restrita de indicação
- Crianças com surdez congênita só possui benefício
Estágio de desenvolvimento auditivo
- Início na gestação
- Detectam e reagem a sons
- Memória auditiva, após o nascimento reagem a sons aos quais foram expostos
- Memória de padrão linguísticos - familiaridade com o idioma do meio em que a gestante estava exposta
- 0-4 meses
- Ações reflexas ao som
- Reflexo cócleo-palpebral
- Assusta-se com sons, choros e reflexos
- Exemplo de reflexo: Reflexo Cócleo-Palpebral - ao estimular a criança com som alto, ela pisca
- Emite sons variados (palração) - sons sem significado
- Começa a prestar atenção a sons
- Responde a interações com sons simples - movimentos, "ahhhh..."
- 3-4 meses – localiza fonte sonora (volta a cabeça para)
- 4-6 meses
- Brincar com a voz, balbucio - sem significado particular
- Silabas e letras
- Treino muscular: todas as estruturas articulatórias envolvem músculos, que devem ser treinados para conseguir emitir os sonos
- 4-7 meses – localizar lados (avaliação da fonte sonora)
- A partir do 6º mês
- Lalação - emissão de sonos de forma repetitiva
- Feedback auditivo articulatório (acústico articulatório) passa a ser importante --> a partir desse momento tenta repetir os sons
- Até a fase inicial dos primeiros 6 meses, a criança emite esses sons sem o feedback auditivo, apenas como forma de treinamento - mesmo uma criança com surdez congênita consegue emití-los pra emissão
- Nesse caso: a criança emitia sons e deixa de emitir - estava tendo a parte de desenvolvimento do aparelho fonador que não depende da audição, mas quando começou a fase de desenvolvimento que depende do feedback acústico-articulatório para de emitir os sons há certa "regressão" relatada pelos pais
- Movimentação constante dos órgãos emissores da voz em treinamento muscular
- 7-13 meses – lados, para cima e baixo (avaliação da fonte sonora)