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Câncer de mama:
- Neoplasia mais comum entre as mulheres no mundo
- No Brasil, tem estimativa de novos casos de mais de 57960 em 2021, com mais de 14600 mortes/ano
- Ocorrência em países mais desenvolvidos
- Proliferação descontrolada de células provenientes dos ductos mamários: pode ser de células de ductos ou lóbulos mamárias (tumores ductais ou lobulares)
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Subtipos
- Baseado na origem celular
- Ductal
- Lobular
- Mista
- Adenocística
- Metaplásica
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Foto: dentro de um mesmo órgão há estágios diferentes da neoplasia: hiperplasia --> hiperplasia com atipias --> carcinoma in situ --> carcinoma invasivo, com rompimento da membana basal
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Ductal in situ e hiperplasia ductal atípica são muito parecidas na lâmina
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Imunohistoquímica
- Os cânceres de mama têm o mesmo nome para doenças muito diferentes: o comportamento biológico e evolutivo varia muito entre as pacientes
- Algumas pacientes podem ter tumores pequenos (< 1,5 cm) com metástase a distância
- Já outras podem ter tumores grandes (> 3-4cm), com axila negativa e sem metástase a distância
- Houve necessidade de entender os tumores e suas diferenças:
- Anatomopatológico: carcinoma ductal in situ, invasivo, adenocístico, coloide
- Morfológico
- Imunohistoquímica
- Imunohistoquímica: expressão fenotípica do genótipo das células tumorais - a partir dos resultados dos receptores (E e P) e antígenos (HER2) que esse tumor expressa, conseguimos diferenciar os tipos tumorais e ter uma ideia da sua origem genotípica
- Hormônio positivo: receptor de E ou P
- HER2+: alta taxa de divisão celular - quando expressa 3 + à quando uma +, é negativo, quando 2+, é duvidoso
- Ki-67
- Triplo negativo: não tem nem receptores hormonais ou receptor de HER2 – são mais agressivos e indicam o uso da terapia convencional
- A partir dessas informações escabelemos uma correlação com o possível genótipo do tumor
- Expressão de receptores fornece um alvo terapêutico: uso de medicações anti-hormonais ou anti-antígenos, com o uso de anticorpos monoclonais, por exemplo
- Com isso conseguimos adicionar ou substituir tratamentos, aumentando a sobrevida das pacientes
- Esses achados nos guiam em relação a terapia: no caso de tumores com HER2 ou com receptores de hormônios, usa-se medicamentos contra aquela origem/causa ou ainda acrescentar tratamento para aumentar a sobrevida global
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- Luminal B – HER2 negativo (foto está errada)
- Basaloide é o triplo negativo
- Essas diferenciações são importantes tanto para o follow-up quanto para estratégias terapêuticas (individualiza o tratamento)
- Hormônio positivo: medicamentos que realizam bloqueio hormonal como tamoxifeno
- HER2+: medicações específicas como traztuzumab
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Estadiamento
- Associa não apenas as características anatomopatológicas, mas também as biológicas
- Para as provas de residência é interessante pegar os estadiamentos de tumores mais comuns, como mama, ovário, útero, pulmão – não precisa decorar, mas saber pontos principais
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Sobrevida
- Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de maior cura ou de melhor sobrevida
- Sobrevida em 10 anos de acordo com o estadio no momento do diagnóstico
- Estadio 1: próximo a 90%
- Conforme o estadio se torna maior, menor é a sobrevida
- Necessidade de diagnóstico precoce: é necessário traçar perfil epidemiológico em relação ao risco e classificar quanto a melhor forma de rastreamento para essa paciente - habitual ou específico (fatores de risco podem exigir outros métodos de rastreio)
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Quais são os fatores de risco?
- Não há uma causa única. Diversos fatores estão relacionados com a origem
- O risco de desenvolver a doença aumenta com a idade, maior a partir dos 50 anos
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- Obter informações sobre história reprodutiva: pensar sobre fatores hormonais e quais poderiam estar relacionados com o risco do CA de mama
- Década de 50-60 é a de principal incidência
- Menarca antes dos 12 anos
- Não ter tido filhos
- Primeira gravidez após 30 anos
- Não ter amamentado – importante para maturação dos lóbulos mamários
- Menopausa após 55 anos – mais tempo sob efeito dos ciclos menstruais
- Ter feito uso de contraceptivos orais por tempo prolongado: não é uso em si, mas o tempo prolongado em sequência (> 7/10 anos) – avaliar função hepática, risco de trombose (tentar manter acompanhamento mais próximo)
- Ter feito TRH, principalmente por mais de 5 anos (por isso a TRH é na menor dose possível e pelo menor tempo possível, somente na fase de transição)
- Talvez o mais importante seja o tempo de uso: tentar otimizar!
- Comportamentais/ambientais
- Obesidade e sobrepeso após menopausa – conversão periférica de androsterona em E
- Uso de inibidores de aromatase na pós-menopausa
- Sedentarismo associado à obesidade
- Consumo exagerado de bebida alcóolica
- Exposição frequente a radiações ionizantes (raio-X, mamografia e TC) – o excesso desses exames por necessidade pode ter associação com CA de mama
- A mamografia não aumenta o risco de CA de mama, pelo contrário, ela ajuda a diagnosticar mais rápido
- Fatores genéticos
- História familiar de
- CA de ovário
- CA de mama (< 50 anos, masculino) - fatores genéticos tem participação em 10% de todos os CA, o restante são adquiridos
- CA de endométrio
- Lembrar que apenas 5-10% dos casos da doença - o restante são mutações aleatórias
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Quais pacientes precisam de aconselhamento genético
- CA de mama de dx precoce (por volta dos 40 anos)
- Membro da família de primeiro grau com CA de mama e ovário
- Familiar com mutação no gene BRCA1/BRCA2
- CA de mama no homem
- CA de mama bilateral (< 50 anos)
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Dx precoce: associação de três métodos
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Qual a regularidade do exame?