1. Uma mulher de 28 anos vem à consulta na UBS com queixa de não conseguir dormir à noite e sentir-se cansada nos últimos 2 meses. Refere que tem dificuldade de iniciar o sono e normalmente acorda diversas vezes ao longo da noite. Relata que as dificuldades de sono iniciaram após briga com o namorado por telefone. Ela diz notar que após o episódio ficou "totalmente tensa" e não conseguiu dormir. Desde então, ela teme não conseguir dormir e descansar para o outro dia. Está cada vez mais frustrada com sua inabilidade para dormir, o que torna o problema mais difícil. Ela nega outros sintomas, exceto a fadiga relacionada ao fato de não conseguir dormir suas oito horas habituais. Seu humor está "ok, exceto pelas dificuldades do sono" Ela segue namorando e diz que o relacionamento vai muito bem. Nega problemas médicos, uso de drogas ou medicações, apenas uso de pequenas quantidades de álcool raramente em ocasiões sociais, mas está sem beber há cerca de 6 meses. Exame físico e psíquico sem alterações.

Quais as hipóteses diagnósticas para o caso? Quais as condutas a serem tomadas?

**Hipóteses diagnósticas:** Transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático e insônia.

**Condutas:** Iniciar terapia cognitivo-comportamental e/ou psicoterapia para ajudar a paciente a lidar com o estresse e a ansiedade que estão afetando seu sono. Pode-se também considerar o uso de medicação para ajudar a paciente a dormir, mas é importante evitar a dependência de medicamentos. Recomendar um ambiente de sono adequado, rotina regular de sono e atividade física regular. Instruir a paciente a evitar cafeína, álcool e tabaco antes de dormir.
  1. Mulher de 62 anos queixa-se de insônia. Há 18 anos, iniciou clonazepam 1 mg à noite, por recomendação médica, para o controle de sintomas de ansiedade e sono não reparador. Relata que passou a se sentir mais relaxada, porém notou que acordava cansada. Assim, por recomendação médica, aumentou a dose de clonazepam para 2 mg à noite após 1 mês de uso. Como desejava "deitar e apagar", isto é, dormir imediatamente, elevou a dose até 6 mg à noite por decisão própria ao longo dos anos. Relata, com desespero, uma viagem para o exterior em que esqueceu a medicação "não dormia, só tremia, suava e tinha vontade de vomitar, foi um terror" Voltou a tomar clonazepam 6 mg à noite, mas percebe que está cada vez mais difícil dormir. Além disso, tentativas de reduzir a dose resultam em insônia, irritabilidade, inquietação.

Quais as hipóteses diagnósticas para o caso? Quais as condutas a serem tomadas?

**Hipóteses diagnósticas:** Síndrome de dependência de benzodiazepínicos, insônia.

**Condutas:** Desmame gradual de clonazepam com acompanhamento médico e psicológico, para evitar os sintomas de abstinência. Promover mudanças no estilo de vida do paciente para melhorar o sono e controlar a ansiedade, como a rotina regular de sono, atividade física e terapia cognitivo-comportamental.
  1. Criança de 3 anos é trazida à UBS pelos pais por problemas de sono. E o primeiro filho do casal de 30 e 31 anos, sem problemas de saúde desde seu nascimento (à exceção de uma otite média tratada há 8 meses, sem intercorrências). O pai mostra-se preocupado, pois no último mês o filho passou a apresentar alterações do sono. Diz que ele se deita e dorme sem dificuldades, mas no meio da noite, os pais escutam a criança se levantando - fato que ocorre cerca de 2 vezes por semana. Nesta situação, o menino é encontrado parado em algum cômodo da casa, chorando e aparentando desorientação, com taquipneia e sudorese profusa. Quando os pais tentam reconforta-lo ou encaminhá-lo de volta ao quarto, a criança fica irritada e começa a gritar. Ele fica gritando e brigando por alguns minutos e, espontaneamente, volta a ficar tranquilo. Depois de se acalmar, seus pais o colocam na cama e ele volta a dormir durante a noite sem nenhum outro incidente. Pela manhã, o menino acorda com seu bom humor típico e não se recorda do ocorrido na noite anterior. Negam outros sintomas, outras condições associadas ou problemas médicos, assim como doenças na família. Exame físico e psíquico da criança sem alterações.

Quais as hipóteses diagnósticas para o caso? Quais as condutas a serem tomadas, incluindo orientação dos pais?

**Hipóteses diagnósticas:** Terror noturno ou sonambulismo.

**Condutas:** Orientar os pais a manter um ambiente de sono adequado, rotina de sono regular e atividade física diária para a criança. Em casos de episódios de terror noturno, é importante não tentar acordar a criança e apenas garantir que ela esteja segura. Em casos de sonambulismo, é importante garantir a segurança da criança e guiá-la gentilmente de volta para a cama. É importante tranquilizar os pais e esclarecer que esses episódios geralmente são benignos e tendem a desaparecer com o tempo.
  1. Paciente com queixa de hipersonolência diurna realizou polissonografia a seu pedido, tendo recebido o seguinte hipnograma. Qual a principal hipótese diagnóstica?

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De acordo com o hipnograma apresentado, a principal hipótese diagnóstica é a apneia do sono, que é uma condição em que a pessoa para de respirar repetidamente durante o sono. Isso pode levar à hipersonolência diurna, que é a queixa do paciente. No hipnograma, é possível observar vários períodos de despertar durante a noite, além de uma significativa redução na quantidade de sono REM (sono profundo) em comparação com o sono não-REM.

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