Gestante primigesta, com idade gestacional de 26 semanas, deu entrada com queixa de perda de líquido amniótico há três horas e contrações regulares há uma hora. O obstetra prescreveu antibióticos e corticoide antenatal, mas a gestante recebeu uma dose de cada, pois logo a seguir ocorreu o parto vaginal de um recém-nascido do sexo masculino pesando 700 g. O boletim de Apgar foi de 2, 4 e 5 no 1°, 5° e 10° minutos de vida. Houve necessidade de reanimação neonatal com VPP com COT (cânula orotraqueal) e massagem cardíaca. O recém-nascido (RN) foi encaminhado para a UTIN, onde recebeu suporte de ventilação artificial e uma dose de surfactante exógeno e mantido em protocolo de manuseio mínimo durante as primeiras 72 horas de vida. A gasometria arterial foi compatível com hipercapnia e acidose metabólica, corrigidas com manipulação dos parâmetros ventilatórios e expansão de volume. Na sexta hora de vida foram observados movimentos oculares caracterizados por piscamento, movimentos bucais repetitivos e alterações vasomotoras em pele.

Gestante primigesta, com idade gestacional de 26 semanas, deu entrada com queixa de perda de líquido amniótico há três horas e contrações regulares há uma hora. O obstetra prescreveu antibióticos e corticoide antenatal, mas a gestante recebeu uma dose de cada, pois logo a seguir ocorreu o parto vaginal de um recém-nascido do sexo masculino pesando 700 g. O boletim de Apgar foi de 2, 4 e 5 no 1°, 5° e 10° minutos de vida. Houve necessidade de reanimação neonatal com VPP com COT (cânula orotraqueal) e massagem cardíaca. O recém-nascido (RN) foi encaminhado para a UTIN, onde recebeu suporte de ventilação artificial e uma dose de surfactante exógeno e mantido em protocolo de manuseio mínimo durante as primeiras 72 horas de vida. A gasometria arterial foi compatível com hipercapnia e acidose metabólica, corrigidas com manipulação dos parâmetros ventilatórios e expansão de volume. Na sexta hora de vida foram observados movimentos oculares caracterizados por piscamento, movimentos bucais repetitivos e alterações vasomotoras em pele.

No segundo dia de vida houve descompensação hemodinâmica e respiratória súbita, sendo a radiografia de tórax compatível com pneumotórax hipertensivo, o qual foi drenado.

O RN foi melhorando progressivamente, sendo retirado da ventilação mecânica no 7º dia de vida. Uma ecografia transfontanelar (USTF) realizada no sétimo dia de vida foi compatível com hemorragia em matriz germinativa e intraventricular sem dilatação.

A USTF foi repetida após uma semana e foi compatível com dilatação ventricular, a qual se mostrou progressiva nos exames seguintes. Pergunta-se:

  1. Quais os diagnósticos para o quadro acima?
  2. Que fatores na evolução deste RN contribuíram para a hemorragia peri-intraventricular?
  3. Classifique, segundo Papille, os achados na ecografia transfontanelar.
  4. Qual a conduta a ser tomada quanto à dilatação ventricular progressiva?
  5. Qual a conduta quanto ao quadro de movimentos oculares e bucais repetitivos e alterações vasomotoras da pele?
  6. Que medidas antenatais e pós-natais poderiam ter contribuído para reduzir o risco de hemorragia peri-intraventricular neste prematuro?
  7. Em que consiste o protocolo de manuseio mínimo? Qual a possível ação que esse protocolo pode ter nos quadros de hemorragia peri-intraventricular do prematuro?
  8. Qual o prognóstico deste RN?

Gazo e tipagem sangúinia e hemocultura (primeiros exames, a gazo e hemograma apenas aoós 12h-24h), todo bebe prematura precisa de uma ecocarido para ver o canal arterial.


1) Quais os diagnósticos para o quadro acima?