Hipoglocemia
Caso Clínico Introdutório
Você está de plantão, na sala de parto, e recebe a notícia que irá nascer o RN de Jéssica, 22 anos, G1P0A0, 7 consultas de pré-natal, sorologias para Sífilis, hepatite C, Chagas e HIV negativas no 1º e 3º trimestres gestacionais negativas, é imune para toxoplasmose, rubéola e CMV, contudo tem obesidade grau I e apresentou DMG, tratada com dieta e metformina
Benício nasceu às 6h da manhã de parto cesáreo, por DCP, apgar 8/9, fez contato pele a pele, e amamentação na 1ª hora de vida. Exame físico segmentar normal. Realizado cuidados de rotina de sala de parto. Benício foi classificado como RN termo + AIG.
OBS.: Lembrar que parto cesárea não é contraindicação de contato pele a pele e amamentação na primeira hora
Questionamentos:
- Há alguma situação de risco? Devo me preocupar?
- Como será a prescrição?
- Devo acrescentar algo na prescrição?
Após 3 horas de vida do Benício, você é chamada pela equipe de enfermagem, pois a glicemia do RN estava de 41 mg/dL.
- Quais sinais (sintomas e exame físico) seriam importantes na sua avaliação do RN?
- Avaliar choro, abalos, tremores, dormindo muito
- Apesar de estar na zona de nadir, é um bebê de risco, que deve ser avaliado de perto - está abaixo da maioria dos níveis de hipoglicemia
- Qual a sua conduta?
OBJETIVOS DA DISCUSSÃO:
- Compreender a hipoglicemia do período neonatal e suas repercussões
- Identificar os RN de risco para hipoglicemia
- Saber fazer a triagem destes RN
- Saber interpretar os resultados das glicemias e tratar corretamente
Glicose
- Fonte energética importante, sobretudo para o cérebro (além de ácidos graxos livres e corpos cetônicos em cenários de restrição de glicose)
- Metabolismo da glicose na vida intra-uterina
- Fornecida continuamente pela circulação placentária
- Transporte por difusão facilitada
- Glicemia fetal é cerca de 70% da materna