aula Bronquiolite corrigido 03 09 23.pdf

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CASO CLÍNICO 1

Lactente, 8 meses de idade, começou a apresentar sintomas de infecção de via aérea superior em 29 de junho. Três dias depois, a mãe procurou a unidade de pronto-atendimento (UPA) por conta de a filha ter evoluído com piora do quadro respiratóriocom congestão nasal e dificuldade para respirar, chegando à UPA com temperatura de 38,3ºC.

A paciente recebeu oxigenoterapia por cateter extranasal a 2L/minutoaspiração de VASβ2-agonista de curta ação de resgate (3 vezes de 20 em 20 minutos e, depois, de 2 em 2 horas), corticosteróide oral e fármacos para tratamento dos sintomas. Foi realizado RX de tórax. O tratamento foi iniciado com amoxicilina 80mg/kg/dia após avaliação radiológica.

No dia 2 de julho, a paciente foi transferida para a unidade de internação pediátrica. Ao exame clínico, estava recebendo oxigenoterapia a 2L/minuto, apresentava esforço respiratório moderado e leve taquipneia. Afebril, hidratada e acianótica, sugava o seio materno sem dificuldade. A ausculta pulmonar revelou MV uniformemente distribuído, bem como alguns roncos, estertores crepitantes esparsos e sibilos expiratórios difusos. A ausculta cardíaca estava normal. A rinoscopia revelou congestão nasal, e a otoscopia indicou membranas translúcidas.

história pregressa da lactente indicou:

O tratamento foi iniciado com base na premissa da segurança do paciente e do dever de realizar excelente prática assistencial àqueles internados na unidade, sempre norteada pelo conhecimento. Desse modo, foi estabelecido um vínculo de cumplicidade e confiança com a família. Foi realizado um bom entendimento sobre a doença e o plano terapêutico: etiologia da BVA, modo de transmissão do agente etiológico, fatores de risco para essa infecção viral associados à idade e à época do ano.