Você encontra-se de plantão em uma emergência de pediatria e atende uma criança de 3 anos cuja mãe informa que há dois dias o paciente apresenta quadro de febre que foi aferida em 38 graus, tosse seca, espirros. A mãe refere que q criança encontra-se irritada com choros frequentes e tem rejeitado a alimentação. ao tentar oferecer novos alimentos verifica que a criança apresenta sinais de dor ao tentar deglutir. Ao exame clínico você observa febre de 38 graus, palidez da mucosa nasal e secreção nasal hialina.À palpação cervical você não palpou linfonodos aumentados.
O exame clínico da orofaringe é o seguinte:

Com base neste caso clínico:
Quais os elementos clínicos que você utiliza para o diagnóstico deste paciente.
Pesquise e critique a utilização dos critérios CENTOR para a utilização sistemática de antimicrobianos durante a suspeita de uma faringoamigdalite.
Pesquise e critique a utilização do índice de estreptocócico para a utilização sistemática de antimicrobianos para as faringoamigdalies.
Qual é a melhor conduta neste caso clínico. Realize a prescrição médica para esta criança.
) Quais os elementos clínicos que você utiliza para o diagnóstico deste paciente?
Para o diagnóstico deste paciente, considerando os elementos clínicos, para além da idade, é fator relevante, os sinais e sintomas que são definidores da etiologia do quadro, quem indicará uma possível infecção respiratória, tais quais, a febre de 38° C, a tosse seca, espirros, odinofagia e, irritabilidade. Ainda, o exame físico fornecerá dados importantes para o diagnóstico, inclusive para diferenciar entre uma causa bacteriana e viral, como da secreção nasal hialina e a palidez da mucosa nasal (típicas das infecções virais), como uma rinoraringite.
2) Pesquise e critique a utilização dos critérios CENTOR para a utilização sistemática de antimicrobianos durante a suspeita de uma faringoamigdalite.

Os critérios CENTOR, identificam a temperatura, isto é febre acima de 38°C, ausência de tosse, linfadenopatia cervical anterior, além do exsudato de tonsilas palatinas. E esse critérios são amplamente utilizados para avaliar a probabilidade de uma faringite estreptocócica. Considerando 3 ou mais critérios presentes, considera uma probabilidade aumentada de infecção Estreptocócica, O que justificaria a realização de testes rápidos ou até mesmo nisso de uma terapia com uso de antibióticos de forma empírica. Todavia, a utilização desses critérios, ainda demonstra determinada limitação, em especial quando se trata de crianças, como no caso em tela, além disso, os Critérios CENTOR não irá substituir a confirmação de dados laboratoriais, tais quais, Teste Rápido de Antígeno Estreptocócico e, Cultura das Toncilas e da garganta. Considerar unicamente os critérios apresentados, poderá levar a tratamentos inadequados, inclusive com o uso incorreto e desnecessário de antibióticos, o que poderá, contribuir para uma resistência antimicrobiano. Por fim, a decisão de utilizar ou não antibióticos, deve ser baseada não apenas nos critérios clínicos, que serão utilizados nos Critérios CENTOR, mas também uma confirmação microbiológica e na exclusão das infecções virais.
3) Pesquise e critique a utilização do índice de estreptocócico para a utilização sistemática de antimicrobianos para as faringoamigdalites.

O Índice de Estreptocócico será outra ferramenta que avaliará a probabilidade de uma Faringite Estreptocócica, todavia, com base em análises clínicas, tais quais, febre, dor de garganta, exsudato de tonsilas palatinas, linfadenopatia cervical. Deste modo, os Critérios Centor, ainda que possui um objetivo em auxiliar a identificar os casos de faringite estreptocócica que vão necessitar da utilização antibióticos, ele também apresentará limitações, que apesar de auxiliar avaliar essas infecções, o índice possui um Valor Predicativo Positivo (VPP) baixo, o que significa que pode não ser eficaz na distinção entre as infecções virais e bacterianas, o que novamente, levaria a prescrições de antibióticos desnecessários, desenvolvendo uma resistência bacteriana. Deste modo, os critérios apresentados, não podem substituir os testes laboratoriais que confirmarão o diagnóstico, que ainda, não é confiável a utilização de critérios em pacientes com características atípicas que não apresente todos os sintomas clássicos da Faringite Estreptocócica
4) Qual é a melhor conduta neste caso clínico? Realize a prescrição médica para esta criança.
Considerando o caso em tela, e os dados apresentados, seria de uma diagnóstico de Faringite Viral, baseando-se nos Critérios CENTOR, tais quais, ausência de sinais indicativos de uma infecção bacteriana (como exsudato amigdaliano e linfadenopatia), o que tornaria dispensável a utilização de antibióticos neste momento, fazendo com que o tratamento seja de suporte e sintomático, para aliviar os sintomas da criança, e propiciar uma boa recuperação.