1) Complete a história clínica com dados que você julgue importantes para o diagnóstico do paciente.
Para que se complete a história clínica do caso em tela, é importante considerar o quanto tempo a criança apresenta rouquidão, tosse e dificuldade de deglutição, além de saber se houve febre e qual a sua intensidade, se houve piora dos sintomas durante a noite, se a tosse é ladrante e está associada a episódios de sufocação, se há exposição ao tabagismo passivo ou poluentes, histórico familiar e de condições semelhantes ou alergias, se houve uso prévio de medicações como descongestionantes ou antibióticos, e se a criança frequenta creches ou se há surtos virais no ambiente.
2) Quais dados adicionais você espera encontrar no exame ORL desta criança?
No exame ORL vai ser esperado que possa identificar sinais como hiperemia, edema na laringe, além da presença de secreções ou sialorréia visível, redução do diâmetro da via aérea superior, e alguns casos, leves ruídos no exame pneumológico que podem estar associados a obstrução parcial.
3) Quais são os diagnósticos diferenciais?
Os principais diagnósticos diferenciais serão: CRUPE (Laringotraqueobronquite Viral), além de demais dignósticos diferencias não tão comunis, porém podendo ser epiglotite, traqueíte bacteriana, aspiração de corpo estranho, nódulos vocais, refluxo laringofaríngeo, e por fim, abscesso retrofaríngeo.
4) Qual o tratamento proposto?
Para o caso em tela o uso de Corticosteroides, associados a medidas de suporte, como hidratação e de sintomatologia (paracetamol: crianças: 10-15 mg/kg por via oral a cada 4-6 horas), além disso, considerar mucolítico e/ou antitussígeno.
5) Quais orientações no intuito de alertar a mãe sobre complicações relacionadas com as VAS devem ser dadas?
Orientar a mãe acerca dos sinais de alarme que indicariam a necessidade de retorno imediato ao serviço de urgência, considerando a persistência ou piora dos sintomas, estertores em repouso, dispneia, cianose, letargia ou até mesmo extrema agitação, retrações intercostais ou abdominais durante a respiração anormais.
6) Quais as justificativas anatômicas alertam para cuidados com o fluxo respiratório na criança?
As crianças possuem maior frequência respiratória, o que poderá levar uma rápida dessaturação, além de possuirem maior risco de apneia e fadiga muscular respiratória. As narinas do infante são mais estreitas, o qual por razão da consequência, aumentará a resistência ao fluxo aéreo, a língua proporcionalmente maior ocupa mais espaço na cavidade oral, e a laringe é menor, mais cefálica e suscetível a laringoespasmo. Por fim, assim como observado em disciplina de Anestesiologia do presente semestre, têm-se dados de que a mucosa das vias aéreas será frágil e rica em água, apresentando maior risco de edema e estreitamento subglótico, enquanot o diâmetro diminuidos das vias aéreas tornará qualquer edema com potencial mais grave, quando comparado aos adultos.