Screenshot 2024-11-23 at 19.36.31.png

  1. A orelha média apresenta uma efusão ou está normal?

No caso em tela não há informação precisa para que se consiga afirmar se há ou não a possibilidade de efusão em orelha média ou não. De acordo com as informações apresentadas não se pode inferir nenhum desses achados, todavia a partir do exame físico detalhado, mais especificamente da Membrana Timpânica (MT), com auxílio de um otoscópio, poder-se-á, então, partir para um diagnóstico. Ainda assim, ao analisar a orelha média, espera-se que o médico, cuidadosamente observe e examine a MT, e poderá afirmar que há uma efusão se tiver a presença de líquido e alterações como em sua opacidade, o a alteração de coloração, partindo de avermelhado à amarelado, ou até mesmo com ausência/diminuição da mobilidade ou bulging (saliência) na MT. De igual modo, poderá inferir que, está normal e bem ventilada a orelha médica se no exame físico a MT esteja translúcida, móvel e sem alterações em sua formação.

  1. A OM é efetivamente aguda (OMA)?

Será diagnosticada quando efetivamente existirem sinais flogísticos de inflamação aguda, tais quais: vermelhidão na MT, apresentação de efusão e de outros sintomas agudas como febre, irritabilidade, dor em região do ouvido e, coriza. Também se faz necessário, diferenciar a OM Aguda (OMA) da com Efusão (OME), que a segunda, não é enquadrada como infeccionais, porém, é mais comum em crianças. Por fim, o caso em tela, do garoto Henrique, espera-se que se confirme com que ele tenha tido febre, coriza associado a sinais clínicos de uma MT com sinais de inflamação aguda.

  1. Para essa criança com OMA, devo prescrever antibiótico de uso imediato?

De acordo com a literatura mencionada na presente atividade, tem sem como recomendação a partir dos estudos, que o uso imediato de antibióticos, deve ser em casos mais graves e com risco de agravamento, tais quais que apresentem: febre alta, dor intensa, e outros sinais de infecção grave.  Em crianças acima de 2 anos de idade (que corresponde ao caso em tela), quando o paciente apresentar sintomas mais leves sem que esteja associado a fatores de risco e comorbidades, espera-se que se utilize analgésicos e antipiréticos para o manejo dos sintomas, considerando que em vários casos de OMA, ter-se-á a resolução espontânea do caso, por fim, em casos que os sintomas possam persistir sem melhora ou piores após 48-72 horas, o uso de antibióticos, deve ser considerado.