- Introdução
- Epidemiologia
- Aquelas que acometem 1,3/2 mil indivíduos
- 17 milhões de brasileiros estão afetados
- 80% são doenças genéticas, mas também tem infecções mais raras e autoimunes, que também tem relação com a genética
- Cerca de 7000 doenças diferentes
- Hoje, cerca de metade já estão identificadas
- Nem sempre a história clínica + exame físico são capazes de diagnosticar
- Manejo
- Diagnóstico
- Tentar chegar a um diagnóstico preciso é muito importante
- Clínico: pode ser inclusive exclusivamente clínico - neurofibromatose e acondroplasia
- Laboratorial: na maioria dos casos, deve ter realização de exames
- Prognóstico
- A partir do diagnóstico é possível falar do prognóstico e fazer o aconselhamento dos riscos genéticos, tanto para a família que acabou de receber, como para gerações futuras
- Risco genético é empírico da situação, enquanto o prognóstico depende da evolução do quadro do paciente
- Classificação das doenças raras
- Doenças cromossômicas: alterações em número ou estrutura;
- Doenças monogênicas - grande maioria delas;
- Até 2000: das 7000 doenças descritas, cerca de 100-200 com gene identificado
- Doenças multifatoriais - sai um pouco do escopo das doenças raras;
- Predisposição genética (vários genes afetados), mas com grande importância ambietal - DM; HAS; outras doenças crônicas...
- Doenças epigenéticas: não há uma alteração direta na sequência do DNA, mas alterações nas expressões genéticas.
Diagnóstico de doença genética
- Sequenciamento genômico foi realizado no início dos anos 2000. Esse evento foi um divisor por diagnosticar as doenças como:
- Pré-genoma x Pós-genoma: diferença no manejo dos quadros
- Já se conhecia causas antes do sequenciamento completo, por sequenciamento e descrição de genes completos - cerca de 300 doenças tinham causas bem definidas
- De qualquer forma, houve grande avanço após o grande avanço do sequenciamento gênico
Alterações cromossômicas (número e estrutura de cromossomos) → genética médica (malformações, deficiência intelectual, infertilidade) e hematologia.
- Cariótipo → avalia, ao microscópio, o número de cromossomos e a estrutura dos cromossomos (através do padrão de banda - mudança conformacional e de estrutura) do indivíduo.
- No geral técnica grosseira que só observa erros grandes .
- Análise é feita por indivíduos humanos: exame muito artesanal, mas feito em larga escala - depende de treinamento específico
- Muitas técnicas são produzidas para diminuir a chance de erro e minimizar a necessidade de realização de cariótipo
- Nesta imagem: trissomia do 18

- O sangue do paciente é coletado e colocado em cultura. São obtidas metáfises das culturas de células sanguíneas, que são bandeados para avaliação cromossômica.
- Depende de condensação do cromossomo, mas em geral corresponde a uma banda
- Nesse caso visualiza-se a deleção uma banda de 30Mb
- Em geral, são visualizadas alterações estruturais maiores que 5-10 Mb (visíveis ao cariótipo) → malformações congênitas múltiplas.

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- Alterações menores → FISH, microarrays.
- FISH (Hibridação in Situ Fluorescente) → uso de sondas de DNA para detecções no número de cópia dos cromossomos.
- Por isso é importante já ter uma suspeita para escolher bem o segmento: utiliza sonda específica do cromossomo que se quer avaliar e utiliza na fase de metáfise (avaliação com cromossomos condensados) ou em intérfase (menos indicada - avaliação do número de sondas)
- Marcação vermelha: de interesse (região do cromossomo que se quer avaliar)
- Marcação verde: controle (centrômero do cromossomo de interesse)
- OBS.: nesse caso - Sd de Williams, causada pela deleção do cromossomo 7 (gene da elastina)
- FISH: muito usada para pesquisa de leucemias e identificação de translocações
- FISH é um exame direcionado
- Essas translocações, que não tem perda ou ganho de material genético, dependem do FISH para seu diagnóstico

- Microarrays/Hibridação genômica comparativa → uso de diversas sondas de DNA para detecção de cópias de segmentos de bases.
- Ao invés de uma sonda, há milhares ou milhões de sondas - procedimento e ideia é semelhante ao FISH
- Cada ponto corresponde a uma sonda, avaliando todos os cromossomos
- Avalia, em plotagem de gráfico, intensidade de sondas (maior ou menor)
- Menor indica que não houve hibridização em todos os cromossomos - grupo de sondas que não foi detectada: mostra com maior precisão as regiões deletadas
- Verifica se cada uma das regiões está presente em x cópias
- Na imagem, verifica-se a deleção de um único éxon que pode explicar o quadro clínico do paciente
- Região MBD5 com a deleção próxima a um único éxon (representado por uma barrinha)
- Principal método de rastreio para alterações cromossômicas: aqui não há necessidade de suspeita de região, apenas a suspeita de alteração cromossômica.
- Não avalia translocações, apenas alterações numéricas

CROMOSSOMO vs ARRAY CGH
- Pedaço marcado em vermelho: cerca de 4 Mb (passível de ser identificada por ser humano)
- Ao lado, em rosa, se verifica a deleção de 1 Mb indicado pelo Array, indicado por uma centena de sondas, em região de 4 Mb - sabemos onde começa e onde termina a deleção

Primeiros Genomas
