As doenças operatórias do Anel Linfático de Waldeyer (ALW) é bem representado por essa figura, que o professor André apresenta em aula:

Parece que os indivíduos estão tendo debate nada conciliador sobre as questões do ALW:
- Uma vertente do passado da otorrinolaringologia, quando esta surgiu com a oftamologista, denominava os otorrinos como operadores de amigdala, tamanha era a importância desse tema na época
- Indivíduo com infecção não localizada: considerava-se que a localização era nas tonsilas palatinas e indicava-se a cirurgia independente deste ser ou não o local de infecção
- Hoje, ainda temos resquícios dessa conduta, muitas vezes imprudente, de operar todas as tonsilas palatinas, de todos os pacientes, em todas as situações
- Atualmente, mesmo que de um lado os médicos otorrinolaringolistas desejem operar apenas os pacientes que de fato necessitam desse procedimento, com indicação clara, por outro lado os pediatras (nem todos, especialmente aqueles aliados a otorrinolaringologia) são completamente contra a conduta cirúrgica pelo estigma gerado com as condutas anteriormente tomadas: muitas vezes o paciente fica de um lado para o outro, diante de uma doença operatória, que é sujeita a uma “disputa” científica de condutas entre os profissionais
Essa aula versa sobre, especialmente as doenças operatórias do ALW, que já foram muito controversas em relação a sua conduta.
Anel Linfático de Waldeyer (ALW)
- Aglomeração de tecido linfoide - em algumas regiões se diferenciam anatomica e histologicamente para a formação das tonsilas
- Tonsilas faríngeas ou vegetações adenoideanas
- Tonsilas palatinas ou amígdalas - região da orofaringe
- Tonsilas peritubárias - rinofaringea, próxima a tuba auditiva
- Tonsilas linguais - na base da língua
- Aglomerado linfoide faringe posterior - parede posterior da faringe, dispostos de forma difusa

- Entrada do trato aéreo e digestido superior, tendo uma importante função de defesa
- Por outro lado: essa região é sede de doenças, sobretudo questões hipertróficas, além de importantes processo inflamatórios e infecciosos com necessidade de intervenção cirúrgica, sendo um dos procedimentos mais importantes epidemiologicamente a nível mundial
- Papel imunológico: Coletar informações antigênicas
- Inflamações e infecções frequentes
- Adenoamigdalectomias (+ comum nas crianças) - provavelmente uma das cirurgias mais realizadas no mundo
Imunologia e Histologia
- Tonsilas: tecido imunologicamente ativo, constituído por um aglomerado de tecido linfoide (órgão linfoide secundário), e que se diferencia em regiões anatômicas distintas. Aqui, utilizaremos como exemplo a tonsila palatina:
- Revestimento por epitélio local (pseudo-estratificado ciliado, escamoso), do trato respiratório
- Presença de invaginações (criptas), constituídas por epitélio descontínuo com menor espessura
- Essas descontinuidades do epitélio permitem que o tecido linfoide no interior dessas criptas (em especial as células apresentadoras de antígenos) estejam em contato com os antígenos que estão na região de entrada do sistema respiratório e digestório
- Essa estrutura facilita a identificação e apresentação de antígenos, facilitando a formação da resposta imunitária secundária direcionada (seja fagocitária, celular ou humoral)
- Antígeno → Célula Apresentadora → Ativação de células imunitárias
- Macrófago
- Linfócito T (memória)
- Linfócito B (plasmócito)

Até qual idade este papel imunológico é relevante? Relação Risco x Benefício da Adenoamigdalectomia
- Importância estratégica do tecido linfocitário na região da entrada do trato aéreo-digestivo superior
- Até que ponto é ativo e relevante, ou seja, justificando a sua preservação? Quando podemos indicar uma adenoamigdalectomia sem causar prejuízo e imunodeficiência?