• Objetivos específicos dos exames complementares em DIP
    • Identificar o patógeno
      • Quando precisamos disso, precisa ser feito com rapidez
      • O exame precisa ter boa especificidade
      • O custo benefício precisa ser razoável
    • Identificar padrões de resistência a antimicrobianos
      • Particularmente importante em nasocomios
    • Determinar o curso da infecção
      • Ex.: carga viral no HIV
    • Vigilância epidemiológica
    • Diagnóstico diferencial com doenças não infecciosas
  • Quando identificar o patógeno?
    • Infecção nosocomial (normalmente buscamos o patógeno específico)
      • Não sendo necessária para as comunitárias para diagnóstico etiológico (porém tuberculosis precisa)
    • Quadros graves
    • Vigilância epidemiológica
    • Influência sobre a decisão de tratar: a urgência do tratamento não necessariamente via definir a necessidade do patógeno, ocorre que descobriremos qual o patógeno, porém descobrir qual ele é, vai apenas definir em qual direção seguir e não deixa de tratar.
  • Bacteremia e fungemia: o exame precisa ser escolhido de forma criteriosa
    • Bacteremia e fungemia é determinante de sépse
  • "Frequência universal de identificação de micro-organismos em hemocultura única: ~10%"
    • Isso em casos com ou sem ixndicação e em coleta única!
  • Quanto fazemos a coleta de maneira e com indicação adequadas, essa percentagem sobe pra quase 100% com alteração da quantidade.

  • A hemocultura é o exame de escolha para suspeitas de bacteremia e fungemia!
    • Buscar sempre colher a hemocultura e uma amostra do sítio de infecção!
  • Técnica da hemocultura
    • Durante o pico febril a carga viral, e a temperatura diminuí a viabilidade dos microbianos.
    • Colher volumes maiores (40-60mL) com pequenos intervalos: cada coleta de 20mL, com 2 ou 3 coletas
      • 10mL pra aeróbios e 10mL pra anaeróbios por coleta
      • Para pacientes ebiátricos e pediátricos, estima-se o volume sanguíneo com um normograma e você colhe 1%
      • Atenção: se você tem indicação de fazer hemocultura, é pra fazer corretamente com o volume adequado independente do estado hemodinâmico do paciente!
    • Não existe tempo mínimo empiricamente determinado - mas pode ser simplesmente o tempo de preparar as seringas, rotular e guardar
      • Em geral são 15 minutos
    • Você pode esperar a coleta terminar antes de começar o tratamento empírico
    • Atenção para o papel da microbiota local
      • Staphylococcus coagulase negativos costumam estar presentes na cavidade nasal e em outros locais
      • Às vezes você precisa tomar uma decisão de aquele agente é o responsável pelo quadro clínico ou se ele só está lá porque a desinfecção não foi adequada
    • Aumentando o volume de análise poderá ser aumentado para ter a sensibilidade aumentada.
      • Se o volume final vai determinar a sensibilidade porque pegar mais de uma amostra?
        • DIMINUIR A REDUÇÃO DE ERROS DA HEMOCULTURA.
    • Como reduzir erros?
      • Desinfecção adequada
      • Coleta em sítios múltiplos e momentos diferentes
    • Dispositivos de demora: pra verificar a infecção, usa-se o tempo de positividade
      • Permite a automatização do processo
      • É mais sensível que a contagem diferencial
      • Sensor de gás carbônico detecta a produção de CO2 pelos microrganismos que estão no cateter (em caso de aeróbico): mede-se o tempo que demora pra essa produção alcançar o limiar de detecção
      • Precocidade de pelo menos 2h confirma que o dispositivo tá infectado
      • Cultura diferencial como determinante de infecção do desportivo
      • Volume das amostras
        • Há % para pacientes pediátricos, e o volume para pacientes adultos não são alterados.
          • Mesmo que o paciente tenha febre, ou distúrbio hemodinâmico ⇒ Não há indicação de diminuição → uma vez que significa apenas 1% do volume de sangue do paciente.
  • Interpretação dos resultados
    • Podemos ter problema com: estafilococos coagulase-negativos
      • Comuns na microbiota normal de vários lugares do corpo
        • Ocorre em amostras repetidas
        • Correção clínica é importante.
    • Clínica é soberana sempre!
      • Se o exame é discordante da clínica, acreditar na clínica
        • Exemplo do prof: avô dele estava com suspeita de pielonefrite. Tanto na urina quanto no sangue apareceu E. coli, mas o do sangue era multirresistente (produzia ß lactamase). Ele estava há 3 dias em tratamento com um ß lactâmico e já estava melhorando - provavelmente teve contaminação da amostra
  • Considerações gerais sobre outros fluidos corpóreos
    • Bacterioscopia e fungoscopia não são muito sensíveis em algumas situações
      • Exemplo: em sítios purulentos população de microrganismos é pequena, escarro, e líquido céfalo raquidiano (como para detecção da meningite, e elas não se confundem → Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae e Listeria monocytogenes)
    • Transporte imediato
    • Conduta diversa de acordo com o volume da amostra
      • Se for volume maior, dá pra fazer mais testes
        • Escarro e líquor são de fácil coleta, consegue volume suficiente para fazer uma inspeção microscópica por exemplo
      • Se for volume menor, tem que escolher bem quais são os testes que vão ser realizados - maior sensibilidade e que fornecem mais informações
        • Já uma amostra que necessitou de toracocentese, que precisou de ida ao centro cirúrgico, vamos fazer direto a cultura
  • Amostras do trato respiratório
    • Trato respiratório superior: suspeita de agente deve ser notificada ao laboratório
      • Se você não informar, eles descartam a amostra - porque a microbiota do TRS é muito rica, então eles não podem dar um laudo sendo que você pode achar que um agente normal é o causador
      • Fora infecções virais e algumas bactérias atípicas, é raro pedir
    • Trato respiratório inferior
      • Escarro (espontâneo e induzido)
        • Para minimizar a contaminação, fazer gargarejo com antisséptico
        • Se a amostra tiver células epiteliais, o laboratório não emite alguns laudos - mas se você já tiver uma suspeita, informar ao laboratório que independente disso eles podem emitir um laudo
      • Lavado e escovado bronco-alveolar
      • Biópsia transbrônquica
  • Amostras genitourinárias
    • Urina matinal do jato médio (em geral usamos como ITU ⇒ infecção do trato urinário)
      • Matinal porque fica armazenada há mais tempo na bexiga: maior contato com as possíveis bactérias de lá
      • Jato médio: o jato inicial limpa a uretra
      • Usamos o jato inicial se a suspeita for de uretrite
        • No caso de doença infeccionas sexuais
    • Importância da bacterioscopia com Gram
    • Microbiota: contaminante ou responsável pelo quadro?
  • Amostras do trato digestivo