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💡 DOR + Cronicidade
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Fibromialgia tem o ponto cardeal de dor → Consideramos que a dor é generalizada ao corpo todo
→ Dor difusa ao corpo todo com intensidade e características variadas
→ cada paciente terá sua dor
→ Padrão: padrão funcional em todo corpo
⇒ Baixa tolerância ao movimento, porém com dor ao repouso, não dói tanto na noite e ao sono.
⇒ Comum a dor a compressão, mesmo sem lesão local.
⇒ ALODINEA → dor estranha sem lesão
Epidemiologia
- Estima-se que a prevalência seja de 2%
- Mais comum em mulheres com 20 a 55 anos de idade.
- Mais comum em mulheres: 70% dos pacientes são do sexo feminino
- Pico de incidência: após a quarta década de vida
- Prevalência aumenta com a idade
Fisiopatológico
- Disfunção das vias nociceptivas - limiar de dor fica reduzido
- Sistema nervoso central está muito baixo
- A dor da fibromialgia tem origem no aumento da sensibilização centra
- Isso pode ser exacerbado por alterações do sono, distúrbios psiquiátricos. Fatores genéticos
podem ser importantes.
- Características da fibromialgia
- Dor musculoesquelética difusa por todo o corpo
- Pode ser descrita de múltiplas formas: lateja, pesa, aperta, cansa, formiga, arde, agulhadas, queimação
- Intensidade variável
- Pode ser espontânea ou evocada (por exercícios físicos e compressão)
- Alodínia: dor desproporcional ao estímulo mesmo sem lesão
- "Apertar o paciente e ver se ele é dolorido"
- Dor crônica e persistente
- Várias queixas, não só de dor
- Distúrbios do sono (>80%): insônia inicial, terminal, sono fragmentado (mais comum) ou não reparador. ⇒ Um dos 3 itens mais prevalentes no paciente com fibromialgia.
- Fadiga (>80%): crônica e persistente, Adinamia, astenina ⇒ Um dos 3 itens mais prevalentes no paciente com fibromialgia.
- Cefaleia tensional
- Bexiga hiperativa
- Fenômeno de Reynaud
- Síndrome do intestino irritável o Dismenorreia
- Síndrome uretral feminina.
- Bexiga hiperativa.
- Gastroparesia.
- Dispepsia funcional.
- Alterações mentais (80-85%) ⇒ Um dos 3 itens mais prevalentes no paciente com fibromialgia.
- Comum que pacientes tenham transtornos psiquiátricos
- Os mais comuns são a depressão e a ansiedade
- Alguns médicos acreditam que a fibromialgia é um tipo de transtorno doloroso somatoforme

• DSM V

- Mas o próprio DSM não considera apropriado dar a um indivíduo um diagnóstico de transtorno mental unicamente por não se conseguir demonstrar uma causa médica
- É uma doença sem causa conhecida
- 1/3 dos pacientes tem história de comorbidades com dor antes de desenvolver a doença
- Componente genético? Pessoas com parentes de 1º grau com fibromialgia apresentam prevalência maior da doença do que a população geral
- Aspectos ambientais? Filhos adotados de pessoas com fibromialgia tem prevalência maior da doença que a população
- Algumas teorias psicossociais relacionadas à fibromialgia: alguns traços de personalidade são comuns em pessoas com fibromialgia (traços tipicamente femininos)
- Pessoas que querem "cuidar de todo mundo"
- Traço histriônico (dramatização)
- Diagnóstico
- A dor precisa ser o sintoma cardinal
- Aspectos clínicos: dor difusa há mais de 3 meses por todo o corpo+ espectro de queixas compatíveis
- Ver se ter alodinea
- Manifestações do espectro disfuncional como distúrbio de sono e fadiga
- Aspectos mentais da psique tais quais: ansiedade, depressão e etc
- Necessário excluir outros diagnósticos que expliquem dor difusa.
- Não existem tantas causas assim que causam dor difusa crônica
- Quais exames complementares pedir para descartar esses outros diagnósticos?
- Hemograma, provas inflamatórias VHS e PRC, cálcio, fósforo e CPK e enzimas musculares
- As vezes e se disponível o PTH (mais sensível que cálcio e fósforo) e vitamina D
- Pedir TSH sempre (hipotireoidismo)
- Pois causa: Altragia mialgia e fadiga
- Cálcio e fósforo: fósforo baixo pode causar mialgia difusa
- Hiperparatireoidismo pode causar queda no fósforo, que pode causar nos mesmo casos da hipercalcemia também.
- Lesões de chicote, digitadores (LER), estupro ⇒ podem crônicas as dores para tornar para o corpo todo.
- Gatilho inicial é apenas em 30% dos casos
- Tratamento
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Analgesia multi-modal
- Moduladores de dor: fármacos que atuam na nocicepção aumentando o limiar de dor
- Amitriptilina → antidepressivo tricíclico ⇒ Muito tóxica e é o único presente no SUS, além de resultado baixo, porém podemos associar Fluoxetina, e como monoterapia não trataria, então com a amitriptilina e fluoxetina teria resultado positivo
- Na amitriptilina não adianta aumentar a dose, se não teve resultado com 50g não terá resultado com maior quantidade, e em esse medicamento pede efeito acima de 150g
- Duloxetina → antidepressivo dual ⇒ ação na serotonina e noradrenalina, agindo na depressão e estimulando energia e diminuição na dor.
- Pregabalina → anticonvulsivante e pode aumentar a dose (pode ser associado com anti-depressivo)
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Ansiolíticos, antidepressivos → para tratar o humor
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Fármacos para tratar distúrbio do sono
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Tratamento não farmacológica
- Exercício físico
- Precisa ser estimulado, sabendo que melhorará a capacidade de vida do paciente
- Para paciente em geral é 150min/semana, porém para dor crônica deve ser realizado 200 min/semana.
- Aeróbico e trabalho de fortalecimento muscular
- Entender sobre a própria doença → Educação sobre a doença
- TCC e/ou outras modalidades de acompanhamento psicológico
- A diminuição da hipervigilância pode melhorar, sendo um hipervigilancia é terrivel
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Paciente com transtorno mental: tratar o transtorno mental!
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Não dar analgésicos nem opioides