Infecções da orelha externa
- Alta incidência
- Gravidade variavel
- Otite externa difusa aguda
- Otite do nadador (manipulação CAE)
- CAE→ conduto auditivo externo
- Otite externa necrotizante
- Mais grave
- Necrose em direção a base do crânio
- Invade sistema nervoso central
- Imunossuprimidos (comum)
- Prevenção
- Evitar manipulação
- Uso de tampão auricular
- Solucao
- Otalgia: dor de ouvido
Infecções da orelha externa
Anatomia da orelha externa

- O meato acústico externo é um cilindro com aproximadamente 2,5 cm de comprimento e 7,0 a 9,0 mm de largura, que se estende desde a cartilagem conchal da aurícula até a membrana timpânica.
- É dividido em uma porção cartilaginosa lateral (externa) que ocupa aproximadamente um terço do canal e uma porção óssea medial (interna) que ocupa os dois terços restantes.
- Sua junção é denominada istmo e é a região mais estreita do canal auditivo.
- A porção cartilaginosa externa é revestida por pele mais espessa com numerosas estruturas anexiais, incluindo glândulas de cerúmen, glândulas sebáceas e folículos pilosos.
- A porção óssea interna do canal contém pele fina sem tecido subcutâneo.
- A derme nesta área está em contato direto com o periósteo subjacente. Assim, a inflamação mínima ou instrumentação do canal ósseo causa dor e/ou lesão significativa.
- O recesso timpânico inferior é uma pequena depressão na face medial inferior do canal auditivo, adjacente à membrana timpânica.
- Os detritos podem se acumular nesta área e causar ou perpetuar a infecção.
- O revestimento do canal auditivo é um epitélio escamoso queratinizado que sofre descamação contínua.
- A migração epitelial é um processo de limpeza natural do canal auditivo que permite a saída de resíduos de queratina e cerúmen.
- O canal auditivo é limitado superiormente pela fossa craniana média, anteriormente pela articulação temporomandibular e região da parótida, medialmente pela membrana timpânica, posteriormente pela cavidade mastóide e inferiormente pela base do crânio e tecidos moles do pescoço.
- Esses limites têm particular importância quando se considera as complicações potenciais da otite externa.
- As fissuras de Santorini são uma série de fissuras embriológicas na face anterior da porção cartilaginosa do canal, através da qual passam os feixes neurovasculares.
- Essas fissuras também permitem a disseminação potencial da doença do canal auditivo para a região da parótida, a articulação temporomandibular e os tecidos moles da parte superior do pescoço.
Introdução
- Acometem a orelha externa: composta por pavilhão auricular e conduto auditivo externo
- Possuem alta incidência e gravidade variável.
- Desde quadros extremamente inócuos até casos de gravidade importante
- Atenção a pacientes com quadro de otite externa - avaliar a gravidade do quadro

- Otite externa difusa aguda → otite do nadador.
- Cursa com inflamação de toda a extensão do conduto/meato acústico externo.
- Associado à exposição importante com a água (comum no verão e na época de férias) e manipulação do conduto auditivo externo.
- Furunculose do conduto auditivo externo → inflamação de folículo piloso na do polo acústico externo (corresponde à entrada do conduto auditivo).
- Não é difusa, acometendo somente o folículo piloso.
- Otite externa necrotizante → associada à imunossupressão, diabetes mellitus, pacientes oncológicos, presença de comorbidades, paciente internado por longos períodos.
- Semelhante a otite externa difusa aguda, mas a inflamação ultrapassa os limites do conduto auditivo externo, acometendo a base do crânio.
- Extremamente preocupante.
- Pode se estender para orelha média e ossos da base do crânio, em especial cavidade mastoidea.
Otite externa difusa aguda - espectro mais benigno da doença