Marilza e Aldenor, pais de Juscelino, uma criança de 8 anos, vem à consulta com você pois estão preocupados com o fato de seu filho continuar dizendo que quer ser uma menina. Marilza afirma que ele sempre preferiu participar de atividades "femininas", como divertir-se com bonecas, estar interessado em arrumar-se/vestir-se e brincar com maquiagem. Ele tem se saído bem na escola, mas começou a ter mais problemas com os colegas porque eles o provocam sobre seu modo de agir, que eles vêem como "jeito de viadinho". Ele prefere brincar com garotas, mas às vezes as incomoda porque insiste que é uma delas; tem maneiras afeminadas e muitas vezes é visto tentando copiar o andar feminino e balançar os quadris.
A família havia notado aspectos desses comportamentos quando ele era ainda mais jovem, mas pensou que ele cresceria e isso "se resolveria". Seus pais discutem se algo precisa ser feito ou não, mas seu comportamento está impactando cada vez mais em sua vida. Seu pai também está preocupado com o fato de o casal ter "feito um filho gay" e sente ter "fracassado como pai. As vezes, ele acusa sua esposa de tê-lo mimado e causado o problema. Eles têm outros dois filhos, um menino de 11 anos e uma menina de 13 anos. O menino sente-se envergonhado com os comportamentos e trejeitos de Juscelino e eles raramente brincam juntos. Sua irmã diz sempre o ver interessado em suas roupas e maquiagem; ela é geralmente tolerante, mas às vezes fica irritada quando Juscelino é muito intrusivo, e se preocupa muito com as provocações e intimidação a que seu irmão mais novo é submetido.
Frente a este caso, questiona-se.
Comente a percepção de Aldenor (frase em negrito) em relação a Juscelino.
Qual é o provável diagnóstico de Juscelino, considerando o DSM 5?
Como você administraria a situação? Quais condutas devem ser tomadas?
percepção de Aldenor é equivocada e prejudicial para Juscelino. A sexualidade e a identidade de gênero não são escolhas ou falhas dos pais, e não há nada de errado em ser gay ou transgênero. É importante que Aldenor e Marilza se eduquem e apoiem seu filho em vez de culpá-lo ou tentar mudá-lo.
Disforia de Gênero.
Deve ser administrada com empatia e apoio É importante que seus familiares o aceitem e o apoiem em sua identidade de gênero, e que tenham acesso (jucelino e família) a recursos como terapia e grupos de apoio para ajudá-lo a lidar com o bullying e a discriminação.
Quanto aos transtornos parafílicos, questiona-se: