Complexo osteomeatal

- Drenagem → os seios maxilares, frontais e etmoides drenam para o meato nasal médio, abaixo da concha média.
- Seta: marca a localização do óstio de drenagem do seio maxilar, que drena para o meato médio.
- Revestimento → os seios paranasais são revestidos por mucosa produtora de secreção, que forma um tapete mucoso.
- A secreção produzida na região inferior dos seios maxilares deve ser drenada para os óstios maxilares (região superior) e para as fossas nasais (parte superior), assim como aquela produzida no labirinto etmoidal, coberto por células produtoras de secreção - como isso é feito?
- Essas células dos seios e fossas paranasais produzem um batimento ciliar, que drenam o muco para os óstios de drenagem a partir do fluxo de secreção direcionado.
- Cílios ficam imersos no tapete mucoso e seu batimento gera um fluxo que drena para óstio de drenagem (figura 1)
- Cada seio paranasal tem fluxo para seu respectivo óstio de drenagem, descritos esquematicamente na figura 2
- A secreção é drenada para a região posterior da fossa nasal e, subsequentemente, para a região da rinofaringe (figura 3)

Rinossinusite: processo inflamatório da mucosa de revestimento das cavidades nasais e seios paranasais, com aumento da produção e acúmulo de secreções
- Antigamente eram chamadas de sinusite, mas passou a ser chamada de rinossinusite devido ao fato da concha nasal média se estender para os seios etmoidais. Além disso, dificilmente a inflamação sinusal acontece sem a inflamação concomitante da mucosa nasal em continuidade.
- Mucosa é revestida por epitélio colunar ciliado, pseudoestratificado, com presença de células caliciformes e ciliadas → importante para a fisiologia dos seios paranasais, maxilares, esfenoidais, etmoidais posterior e anterior e frontal

Fisiopatologia → pode ser resumida a dois fatores em especial que atrapalham o sistema de drenagem.
- Obstrução mecânica ostiomeatal
- Fatores anatômicos → alterações anatômicas podem dificultar a drenagem pelos óstios, promovendo acúmulo de muco, onde irá haver proliferação bacteriana.
- Exemplo → hipertrofia de concha nasal média, que obstrui os óstios dos seios maxilar, etmoide e frontal.
- Processos inflamatórios → podem causar edemas da mucosa e impedir o funcionamento do óstio de drenagem, levando a acúmulo de secreções nos seios paranasais.
- Exemplo: IVAS; rinites, trauma
- Desvio septal
- Corpo estranho
- Tumor Nasal
- Pólipo Nasal
- Acometimento da função ciliar/Obstrução funcional:
- Uso de drogas e tabagismo
- Ar frio e seco
- Frio: irritante
- Seco: torna secreção mais espessa - dificuldade de drenagem
- Fibrose cística e discinesias ciliares
- Descongestionantes tópicos
- Fatores sistêmicos: imunodeficiências, primárias ou adquiridas, e estresse
De forma geral, como discutido, a obstrução ostiomeatal é o cerne da fisiopatologia das rinossinusites - mecânica, funcional ou por fatores associados
- A obstrução ostiomeatal pode acontecer por edema (secundário à IVAS, rinites, trauma), desvio de septo, alterações anatômicas, corpo estranho, tumor ou pólipo nasal;
- Essa obstrução causa uma diminuição do aporte de oxigênio nessas células. A partir daí, instala-se a disfunção ciliar, vasodilatação e disfunção das glândulas e, consequentemente, estase das secreções.
- A estase de secreções, além da formação de mais muco que o normal, favorece o crescimento bacteriano e o processo inflamatório na região.
- Mucosa se torna mais evidente e inflamada, sendo possível visualizar nível hidroaéreo na TC
Ciclo vicioso da sinusite → fatores desencadeadores (como IVAS, rinopatia alérgica e obstruções anatômicas) desequilibram o sistema e levam a prejuízo do funcionamento dos óstios de drenagem.
- Ocorre edema e inflamação do epitélio nasal, com posterior acúmulo de muco espesso não drenado
- O muco espesso acumulado serve como meio de proliferação bacteriana secundário