Fazer trabalho apresentando: 1 exemplo de uso inadequado da propaganda médica

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1 INTRODUÇÃO

Com o crescimento da popularidade de métodos alternativos na saúde, tais quais a de Medicina Integrativa e a Medicina Estética tornaram-se escolhas atrativas para muitos pacientes que procuram abordagens complementares à medicina tradicional ou melhorias estéticas, e é meio muito promissor na medicina quando o único objetivo é a questão financeira. No entanto, essas práticas não são oficialmente reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como especialidades, e tem causado incertezas sobre a regulamentação e os limites éticos na publicidade médica.

Este estudo, proposto pela disciplina de Psicologia Médica 8, vai utilizar de exemplos das práticas médicas em situações em que profissionais de saúde, tais como Lana Almeida e Lucas Ferreira, compartilharam informações incorretas, deturpadas e sem embasamento científico para alcançar engajamento sobre o câncer da mama e a mamografia. Estes exemplos, a serem apresentando a seguir, indicam que, de acordo com esses médicos, o câncer da mama não é real, ou até mesmo que a mamografia provoca câncer, esses médicos, utilizam de forma inadequada da propagando médica por meio de opiniões e dados bizarros para alcançar novas seguires e paciente, o qual destacam questões éticas e questões legais importantes, que visam realçar a importância de uma comunicação médica responsável e que seja fundamentada em provas.

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2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Aspectos Gerais da Medicina Integrativa e Medicina Estética

A Medicina Integrativa é uma abordagem que tentará combinar métodos convencionais da medicina, com os métodos alternativos, prometendo a promoção da saúde e o bem-estar do paciente de forma mais ampla. Apesar de que a medicina integrativa esteja de popularizando, a falta de evidências científicas sólidas traz o meio médico uma preocupação sobre a eficácia e segurança desse conceito, essencialmente quando usado no lugar de tratamentos tradicionais. Pesquisas mostram que, embora a Medicina Integrativa possa tentar promover uma abordagem abrangente, é importante que as terapias complementares não prejudiquem a adesão a práticas baseadas em evidências científicas para doenças graves, tais quais como o câncer (SOUZA, 2023).

Por outro lado, a Medicina Estética, está intimamente ligada a procedimentos cosméticos minimamente invasivos e é amplamente utilizada para a tentativa de aprimorar a aparência física dos pacientes. No entanto, a prática muitas vezes tem ultrapassado dos limites éticos quando os profissionais buscam resultados exagerados, prometendo além daquilo esperado pela ética médica, aproveitando-se da vulnerabilidade dos pacientes (SOUZA, 2023). O Conselho Federal de Medicina, através da Resolução nº 2.336/2023, determina que não é permitido garantir resultados ou associar o nome do médico a práticas sensacionalistas que prometam efeitos milagrosos (CFM, 2024, art. Artigo 11, incisos IV e XVI).

2.2 O Desenvolvimento de Referencias Técnicas

A literatura, base essa que deveria ser utilizada ao longo dos estudos de um médico, aponta que terapias complementares e estéticas, quando utilizadas sem base científica com solides, podem desviar o foco de tratamentos comprovados, especialmente em doenças como o câncer. Com a presença da Resolução CFM nº 2.336/2023 reforça a importância de não divulgar métodos sem reconhecimento científico, considerando-os propaganda enganosa e potencialmente prejudicial para a saúde pública (CFM, 2024, art. 11, inciso VII), com a tentativa de utilizar das vulnerabilidades e desejos de possíveis pacientes e seguidores. Estudos recentes publicados na academia, tem reforçado práticas sem comprovação que são divulgadas como opções viáveis para o tratamento de doenças graves, podem incentivas a pacientes a abandonar tratamentos convencionais, resultando em diagnósticos tardios e em menores taxas de sobrevida e até mesmo causar-lhes morte (JOHNSON et al., 2023).

2.3 Estudo de Casos: Declarações de Lana Almeida e Lucas Ferreira

Segundo o site de notícias G1 (2024), a médica Lana Almeida, a qual se apresenta como especialista em mastologia e médica integrativa, declarou publicamente que “câncer de mama não existe”, fazendo assim o desencorajamento da campanha de conscientização Outubro Rosa, assim como recomendando a não realização de exames como de mamografia. Essas afirmações vão contra as diretrizes estabelecidas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que considera a mamografia um exame essencial para a detecção precoce do câncer de mama (INCA, 2024). Ainda, segundo a Resolução CFM nº 2.336/2023 há proibição expressa das declarações que induzam o público a negligenciar cuidados preventivos de saúde, como exames recomendados para rastreamento de câncer (CFM, 2024, art. 11, inciso VI).

Figura 1.

Fonte/Reprodução: Redes Sociais (G1, 2024).