Pneumotórax Simples: Pneumotórax importante à direita, com colabamento praticamente total do pulmão

A provável causa do pneumotórax é essa fratura à esquerda por trauma contuso, com a formação de pneumotórax e enfisema subcutâneo.

Nesses caso seria justificada a descompressão em 2º EIC pela gravidade importante do quadro, que cursa com descompensação respiratória e hemodinâmica - quando ainda não houver possibilidade de RX ou TC na emergência, realizar punção. Se já estiver dentro da emergência, com possibilidade de drenagem definitiva, já é possível realizá-la.

Se houver alguma lesão na pele, não colocar o dreno no mesmo local da lesão.

Provavelmente não há ferida aberta, não havendo necessidade de curativo com 3 pontas, porque foi trauma contuso (não foi perfurante ou penetrante).

Pneumotórax aberto: tem indicação de curativo em três pontas!

Insuficiência respiratória: IOT e suporte ventilatório, com O2 e ventilação

Curativo de 3 pontas - medida emergencial (no atendimento pré-hospitalar): funciona como uma válvula, protege a lesão e impede que haja reentrada de ar pela lesão para alimentar o pneumotórax

Drenagem pleural: já melhora do pneumotórax e hemotórax

Síntese torácica - correção cirúrgica primária: fechamento da lesão, com redução da fratura de costelas, por meio da abertura ou aumento da incisão

Inventário da cavidade: avalia sangramento, retirada de coágulos (podem levar a tromboembolismo ou síndrome do coágulo retido), lavagem da lesão como soro aquecido, coagulação de vasos, redução das costelas com fio cirúrgico e fechamento de musculatura

Na imagem abaixo vemos pinça hemostática para realização de pontos, associada a coagulação de vasos com bisturi elétrico

Iniciar reposição volêmica pela possibilidade de lesão hemorrágica importante, com hipovolemia

Hemotórax

Enfisema subcutâneo e presença de apagamento de seio costo frênico à esquerda, com presença de conteúdo radiopaco à esquerda

Obstrução de via aérea por traumatismo ou por presença de tumores: atelectasia de lobo inferior à esquerda

Conduta:

MOV: estabilizar paciente e iniciar reposição com cristaloides

Drenagem do hemitórax comprometido - sangue sai sob pressão

Quando indicar toracotomia para correção da hemorragia:

Se acima de 1500 mL (instável): toracotomia --> considerar a reposição de hemoderivados

Se sangue continua sendo drenado em faixa de 150-200mL/h por 2 a 4 horas: toracotomia

Tamponamento Cardíaco

Presença da Tríade de Beck: abafamento de bulhas, turgência jugular e hipotensão

Ventrículo direito foi a provável câmara atingida - para manter-se vivo: provavelmente demanda cirurgia

Pericardiocentese: punção de marfan

FAST

Reposição volêmica

Janela pericárdica: aproveita a incisão da faca e avaliar o pericárdio, com maior incisão na região subxifoide para atingir o pericárdio e permitir saída de sangue presente - situação provisória à esternotomia

Considerada por muitos o padrão ouro para ferimento cardíaco, pois identifica ou exclui rapidamente a presença de lesão, é um técnica fácil, de alta sensibilidade e especificidade e baixa morbidade

Esternotomia ou toracotomia postero-lateral

Tórax Instável: fraturas de costela, com lesão de intercostais e presença de sangue na pleura

Alargamento do mediastino: congestão/condensação pulmonar do lado esquerdo, pela presença de tamponamento do mediastino e pericárdio. Não apresenta pneumotórax.

Conduta:

Instável: toracotomia

Estável: arteriografia, EDA, broncoscopia, esofagograma

Janela pericárdica e TAC tórax/mediastino

Lesão Diafragmática