Introdução:

Nas imagens acima, estão algumas condições abordadas na urologia pediátrica:
- Enurese noturna;
- Malformação de prepúcio com dificuldade de urinar;
- Hidronefrose;
- Hipospádia;
- Distrofia de cloaca;
- Criptorquidia bilateral.
ANAMNESE:
- Direciona a nossa investigação de forma mais eficaz;
- Verificar a queixa e a história clínica: ouvir os pais é de grande importância, visto que há possibilidade de foco e direção na investigação;
- Verificar a história pré-natal e pós-natal: muitas doenças têm condição de diagnóstico pré-natal, além dessa história direcionar muito para as etiologias;
- Hábito miccional e intestinal: APGAR, vitalidade, respiração e atividade após o nascimento? Urina bem? Evacuou depois do nascimento?
- Exame físico completo:
- Direcionado: avaliação direta do abdômen e da genitália;
- De forma geral, NÃO devemos direcionar: existem muitas coisas que precisamos ser avaliadas:
- Região sacral: alterações urinárias, renais e intestinais;
- Genitália e ânus: avaliar malformações.
- Cuidado na indicação dos exames complementares:
- DIRECIONAR, especialmente nos bebês;
- Especificamente na urologia: a partir da ecografia, todos os demais exames são invasivos e difíceis para a criança;
- Tentar ser comedido.
Fimose:
- Muito comum;
- Impossibilidade de retrair o prepúcio, sendo o diâmetro da abertura do prepúcio menor que o diâmetro do pênis (abertura do prepúcio é estreita em relação a largura do pênis).
- Muitas vezes se abre, mas não desce completamente, pela presença de aderência do prepúcio na glande; entretanto, isso não é fimose, é apenas uma aderência;
- Na embriologia o prepúcio se forma junto com a glande e boa parte do descolamento é tardia, após o nascimento; então não a aderência não é um problema e não precisa de cirurgia.
- O simples crescimento e o fato da criança retrair o prepúcio da glande, já resolve a aderência.
- A fimose é quando tentamos puxar, mas faz um bico (nível IV) e não retrai.