Anatomia: a cavidade nasal tem duas vezes mais resistência ao ar que a cavidade oral e, muitas vezes, ela está comprometida unilateralmente pelo desvio de septo. A faringe é a porção de transição entre o sistema digestório e respiratório e nela vale ressaltar a inervação extremamente complexa e o limite inferior como a cartilagem cricoide. A laringe se encontra entre C3 e C6 e é composta por 9 cartilagens e extensa porção muscular (laringoespasmo e proteção de vias aéreas).

Fisiologia: o aparelho respiratório tem como função a oxigenação e a ventilação. Ele deve ser monitorado por oximetria (medida indireta da PaO2) e capnografia (medida do CO2 expirado que está diretamente relacionado à ventilação), respectivamente.
Síndromes de deficiência do sistema respiratório:
- Desconforto respiratório: taquipneia e sinais de esforço. Primeiro sinal de que o paciente está apresentando algum problema.
- Insuficiência respiratória: quando a oxigenação e ventilação estão inadequadas (PaO2 <60 observada pela curva de saturação da Hb) tendo sinais e sintomas, como dispneia, esforço respiratório, queda na saturação e cianose (posteriormente).
- 90% de saturação = PaO2 de 60. Nesse momento já inicia os métodos de O2 suplementar não invasivos
- Ca (conteúdo arterial de oxigênio): depende do nível de Hb e da saturação. Ainda tem uma pequena porção que inclui o O2 dissolvido, mas essa porcentagem é muito pequena
Relação entre a saturação e a PAO2
- PaO2: representa a dose de oxigênio que o paciente tem no sangue, que como é um gás, é medida em pressão parcial exercida
- A dosagem de maneira não invasiva é por meio da saturação
- O ideal é que a medida da PaO2 esteja > 60 mmHg, correspondendo a uma saturação > 90%

- A ventilação é avaliada pela expiração de CO2 ou pela gasometria medindo a PaCO2
- A monitorização é feita para tentar identificar desvios da normalidade: a suspeita é a partir da apresentação de desconforto respiratório (aumento da FR e maior esforço)
- Insuficiência respiratória: necessário intervenção, com aumento da FiO2 por cateter, máscara, VNI ou IOT (em caso de paciente em IRpA franca, que não responde bem às terapias passadas)
- Oxigenação e ventilação inadequadas
- Presença de sinais e sintomas
Problemas respiratórios - classificação em grupos
- Obstrução das vias aéreas superiores: como em paciente obeso e AOS (a queda da base da língua ou colabamento dos tecidos da rinofaringe prejudicam a ventilação)
- Síndrome Apneia do Sono é a causa mais comum, por aumento do a tamanho das amígdalas nas crianças e obesidade nos adultos, diminuição da força muscular que mantém a patência das VA
- Cursa com estridor e esforço respiratório

- Obstrução das vias aéreas inferiores: o paciente pode apresentar espasmos da musculatura lisa e edema tecidual, além da maior produção de muco - asma e bronquiolite
- A redução do calibre das VA podem causar distúrbios ventilatórios

- Doença do tecido pulmonar: sem troca alveolar adequada, como na pneumonia

- Distúrbios do controle da respiração: TCE, anestesia que deprime a função neurológica, perdendo o controle da respiração