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Conceito de Bronquiolite Viral Aguda
- infecção do trato respiratório inferior, que acomete principalmente os bronquíolos, em crianças < 2 anos.
- HISTÓRICO: quadro clínico de sintomas de infecções de vias aéreas superiores → evolução de 2-3 dias ⇒ acomete vias aéreas inferiores
- afecção viral que acomete lactentes com idade inferior a dois anos, sendo o pico de incidência abaixo de seis meses de vida.
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Fisiopatologia: inflamação, necrose celular, edema, aumento de muco, broncoespasmos no epitélio brônquico.
- Inflamação, edema e necrose da mucosa bronquiolar, levando à obstrução predominantemente expiratória dos bronquíolos.
- O ar entra, fica aprisionado, e tem dificuldade para sair.
- Formam-se bolsas de ar represados, com vasos que se dilatam.
Fatores de Risco:
- Prematuridade extrema (<29s),
- Doença pulmonar crônica (displasia broncopulmonar)
- cardiopatia congênita.
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Principais agentes causadores da BVA
- vírus sincicial respiratório (VSR) → Principal
- Outros: adenovírus, parainfluenza, influenza, rinovírus, metapneumovírus
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Como suspeitar e fazer o diagnóstico de BVA?
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Diagnóstico Clínico + Exame físico →
- O quadro clínico consiste em sintomas de infecção de vias aéreas superiores, que evolui após dois a quatro dias com cansaço, dispneia, taquipneia, além de esforço respiratório. Febre (<39ºC axilar) e redução da aceitação da dieta também podem ocorrer. Apneia tem sido relatada em casos graves ou em prematuros.
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Achados

- Sibilos ou estertores, roncos e creptações
- Sibilos difusos e bilateralmente
- Alteração da cor da pele ou apneia
- Sinais de IR
- Taquipneia
- Batimento de asa de nariz
- Tiragens intercostais e subcostais
- Diminuição da SatO2
- Uso de musculatura acessória
- Esforço respiratório → tiragem intercostal, batimento de aleta nasal, retração xifoide e balanço toracoabdominal
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Quadro viral de vias aéreas superiores || <2 anos || Coriza e febre baixa e tosse; taquidispineia, FR ↑ 72 e.g. || sibilos generalizados || saturação O2 ↓ 90% e.g.
RX → Hiperinsuflamação pulmonar
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É necessário solicitar exames na BVA?
- NÃO → Todavia depende da gravidade do caso
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Exames complementares apenas se a gravidade ou evolução sugerir necessidade.
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Rx de tórax (diagnóstico diferencial, como em suspeita de aspiração de corpo estranho)

- Útil em casos graves
- Rx na inspiração e expiração.
- Achados muitos variáveis (mais confunde que ajuda): aumento da trama vascular, retificação das costelas, broncograma aéreo, microatelectasias, e hipertransparencia.
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PCR de swab nasofaríngeo (para verificar etiologia viral/bacteriana)
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Hemograma → geralmente não é útil no diagnóstico
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Gasometria, se falência respiratória
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Hemocultura (diagnóstico diferencial)
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Qual protocolo de tratamento mais atual para BVA?


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Tratamento
- Suportivo
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Oxigenioterapia (<90% ou <92%) 🌟🌟
- canula nasal, HOOD, máscara facial, máscara com reservatório,
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Hidratação oral ou Sonda enteral ou acesso venoso
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SEM INDICAÇÃO de fisioterapia repsiratória
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NÃO usar corticoide oral ou inalatórios (↑ riscos)

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NÃO usar brancodilatores
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Alguns estudos sugerem apenas o uso EPINEFRINA (beta-adrenergico) inalatória

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CONTROVERSO Salina Hipertônica
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NÃO Antibiótico → Apenas se infecção bacteriana secundária
- Otite média aguada bacteriana, pneumonia
- Antiviral RIBAVIRINA ( ↑ custo e ↑ efeitos adversos)
- POLIVIZUMABE
- Casos de medida específica: o palivizumabe é indicado apenas em casos selecionados (5 injeções mensais → Outono e inverno)
- Diminui a gravidade e tempo de internação
- Uso em prematuros <28 semanas ↔ 1 ano, doença cardiaca e repercução hemodinâmica.

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Profilaxia
- Evitar aglomerações
- Atrasar entrada do paciente para creche
- Medidas de higiene
- Evitar contato com IVAS
- Lavagem das mãos + Alcool
- Mascaras e luvas
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Diagnósticos e Achados
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Achados Radiologicos
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Diagnósticos diferenciais
- Pneumonia Bacteriana → Febre axilar > 39ºC + Creptações fixas
- Asma
- Corpo Estranho
- Fibrose Cística
- Refluxo gastroesofágico
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Internação
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Avaliação de gravidade